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Juventude
A primeira chance não pode faltar
O diagnóstico
A entrada do jovem brasileiro na vida adulta é um obstáculo — e o dado mais pesado é este: 10,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos não trabalhavam e não estudavam — 21,2% da faixa etária —, o menor percentual já registrado, mas ainda mais de um em cada cinco — Fonte: IBGE, PNAD Contínua (dados do 3º trimestre de 2024, divulgados em dez/2024). Cada um desses jovens é energia parada — e a janela biográfica em que se aprende ofício, ganha referência e constrói renda não fica aberta para sempre. Quando ela fecha sem nenhuma experiência, o custo aparece por décadas: em salário menor, em informalidade, em vulnerabilidade.
Quem consegue entrar no mercado entra por uma porta mais estreita: com o desemprego geral em 5,4% no 2º trimestre de 2026 — Fonte: IBGE, PNAD Contínua (14/08/2026) —, o desemprego entre os jovens segue mais que o dobro da média nacional — Fonte: IBGE/PNAD Contínua (2025/2026). O empregador pede experiência para dar a primeira experiência — o círculo que só o Estado quebra, com contrato de entrada, aprendizagem de verdade e crédito para quem quer começar o próprio negócio.
E há o ambiente onde essa geração passa o dia: a escola. Escola sem segurança — sem prevenção de violência, sem apoio psicológico, sem convívio — não forma: sobrevive. E o esporte, o instrumento mais barato e comprovado de disciplina, saúde e pertencimento, funciona por acaso, em projeto piloto, onde tem sorte.
Esta pauta reúne as ideias de Leonardo Turque para abrir as portas de entrada: primeiro emprego facilitado, empreendedorismo jovem desburocratizado, esporte como política de Estado e escola segura — cada ideia com indicador público.
Ideias desta pauta
