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Segurança Pública & Combate às Facções

Segurança para viver

O diagnóstico

O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025 — queda de 8,2% sobre o ano anterior e menor número em 13 anos — Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP); Poder360 (23/07/2026). O país atingiu, dois anos antes do prazo, a meta nacional de homicídios dolosos de até 16 por 100 mil habitantes que estava fixada para 2027 — Fonte: G1 (23/07/2026). A tendência prova que metas públicas e trabalho integrado reduzem violência. Mas o diagnóstico honesto tem contraponto: a letalidade policial bateu recorde, os feminicídios seguem em crescimento e os crimes digitais explodiram — Fonte: Anuário FBSP 2026. Queda de homicídio com esses contrapontos não é vitória completa: é direção certa com cobrança crescente.

A violência que resta deixou de ser dispersa: é organizada. Facções que nasceram dentro de presídios controlam territórios, cobram "proteção" do comércio, recrutam adolescentes e disputam bairros inteiros com o Estado. Segundo o Anuário do FBSP, 14% da população brasileira conviveu com facções ou milícias na própria vizinhança — na prática, milhões de brasileiros vivem sob Estados paralelos.

E o sistema, como funciona hoje, não quebra esse ciclo: o levantamento nacional de reincidência do CNJ e do Depen apontou que 1 em cada 4 presos volta a cometer crime em até cinco anos após sair da prisão — e especialistas sustentam que o número real é maior, porque só contabiliza condenações registradas — Fonte: CNJ/Depen (2015). Policiais trabalham mal equipados, processados por decisão de combate e abandonados juridicamente. O criminoso organizado tem logística; o policial tem advertência.

Segurança pública não é despesa: é a condição para tudo o mais funcionar. Esta pauta reúne as ideias de Leonardo Turque para retirar o Brasil das mãos do crime organizado — com firmeza, dentro da lei e com metas públicas que permitam cobrar resultado.

Ideias desta pauta

7 ideias, do problema ao indicador

01

Estratégia nacional de combate às facções

Força-tarefa integrada entre União, estados e polícias, com inteligência financeira para atingir o cofre das organizações — não só o soldado de rua.

Leitura: 5 minIdeia completa
02

Presença permanente onde o Estado chega

Nos territórios retomados das facções, o Estado entra para ficar — escola funcionando, posto de saúde aberto, iluminação e obra pública com nome e responsável.

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03

Lei antifacção — punição à altura do crime organizado

Endurecimento penal específico para comando e logística de organização criminosa, com delação premiada séria e regime diferenciado para quem gerencia o crime.

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04

Blindagem jurídica e valorização do policial

Proteção legal clara para decisão de serviço, equipamento digno, salário compatível e apoio psicológico — o policial é o muro entre a sociedade e o caos, e merece tratamento de muro.

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05

Metas públicas de redução de homicídios por território

Cada unidade de segurança com meta anual pública de redução de mortes violentas, painel aberto de acompanhamento e comando responsável pelo resultado.

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06

Proteção de testemunhas que funcione de verdade

Programa nacional com orçamento próprio, resposta em 24 horas e proteção digital de identidade — sem testemunha protegida não existe sentença firme contra facções.

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07

Garantia da Lei e da Ordem forte — onde a facção manda

Regulamentar a GLO como resposta permanente e bem delimitada a facções que atuam como ameaça terrorista interna — com protocolo, prazo e prestação de contas.

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