Pautas • Educação
Educação
Educar é construir país
O diagnóstico
A educação pública brasileira está melhorando — os números de 2025 provam — e ainda está longe do país que queremos ser. O IDEB da rede pública atingiu os maiores valores da série histórica em 2025: 6,1 nos anos iniciais, 5,0 nos anos finais e 4,3 no ensino médio (era 5,7 / 4,7 / 4,1 em 2023) — Fonte: Inep, IDEB 2025, divulgado em 05/08/2026. Evolução de verdade. Mas leitura obrigatória do dado: o ensino médio público em 4,3 (de 10) ainda é baixo — é o ponto onde a evasão decide o futuro de milhões.
Na base de tudo, a alfabetização: o país alfabetizou 66% das crianças do 2º ano em 2025, contra 56% em 2023 — cerca de 200 mil crianças a mais aprendendo na idade certa — Fonte: Inep, Indicador Criança Alfabetizada (2026). Progresso que se mede em meninas e meninos lendo. E, ainda assim, 1 em cada 3 chega ao fim do 2º ano sem ler com fluência.
O investimento explica parte do gargalo: o Brasil investe US$ 3.668 por aluno/ano no ensino fundamental (~R$ 20,5 mil) contra a média da OCDE de US$ 11.914 (~R$ 66,5 mil) — Fonte: OCDE, Education at a Glance (dados de referência 2021/22, publicados em 2024). Gastamos um terço do que os países ricos gastam por criança — e é por isso que cada real precisa chegar na sala de aula, não na planilha.
Esta pauta reúne as ideias de Leonardo Turque para a escola pública brasileira — do colégio com rigor à alfabetização medida criança a criança, do ensino médio com ofício ao professor respeitado — cada uma com problema, solução e indicador público.
Ideias desta pauta
