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Saúde Pública
Saúde que chega em quem precisa
O diagnóstico
O SUS é uma das maiores máquinas públicas de saúde do planeta — e, mesmo espremida, ela produz: em 2025 o sistema realizou 14,9 milhões de cirurgias eletivas, novo recorde histórico, com projeção de superar 15 milhões em 2026 — Fonte: Ministério da Saúde (2026). Mas a fila persiste: no fim de 2024, mais de 1,2 milhão de pessoas ainda aguardavam cirurgia — Fonte: Ministério da Saúde (2025) — e os mutirões nacionais, como o de dezembro de 2025 com 188 hospitais, aliviam a demanda sem resolver a estrutura. E cada número dessa fila tem nome, dor e prazo de piora. Quem espera sabe quanto tempo tem de espera; o sistema, na maioria dos municípios, não publica.
O paradoxo do financiamento explica parte do problema: o Brasil gasta em saúde, somando público e privado, perto de 10% do PIB — patamar de país rico. Mas a fatia pública fica em torno de 4% do PIB, bem abaixo da média da OCDE, que fica entre 6,5% e 7,5% — Fonte: OCDE/OMS, Health at a Glance; estudos nacionais de financiamento do SUS. O resultado é um sistema público subfinanciado que convive com planos de saúde cada vez mais caros — e o cidadão paga duas vezes: pelo SUS via imposto e pelo plano via mensalidade.
A fila, porém, não é só dinheiro: é gestão. Paciente que não é acompanhado na atenção básica chega ao hospital com a doença avançada; hospital sem gestão profissional desperdiça centro cirúrgico; medicamento que falta na prateleira vira internação depois. Nenhuma dessas falhas aparece na nota fiscal — todas aparecem na fila.
Esta pauta reúne as ideias de Leonardo Turque para o SUS funcionar como sistema: transparência de fila por procedimento, atenção básica que resolva e abastecimento de medicamentos como meta auditável — com indicador público para cobrar.
Ideias desta pauta
